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Indicadores

O Cietec encerrou 2008 com resultados que comprovam sua trajetória de sucesso. Quando deu início às atividades, em 1998, eram apenas 15 empresas incubadas. Ao fim de 2008, esse número chegava a 121 empresas associadas que, conjuntamente, registraram receita de R$ 42,1 milhões, oportunizando a geração de centenas de empregos de qualidade. Em média, o Cietec recebe, desde a sua criação, de uma a duas inscrições por semana somente para seu processo seletivo de incubação de empresas de base tecnológica.

A entrada sólida no mercado, das empresas que passaram pelo Cietec, com seus produtos inovadores, se deve em grande parte aos recursos financeiros concedidos por agências de apoio à pesquisa e entidades de suporte às micro e pequenas empresas no Brasil.

Em 2008, esses investimentos, especificamente de apoio às micro e pequenas empresas, ultrapassaram R$ 16 milhões, provenientes de órgãos como Finep e Fapesp. O valor é 45,8% superior ao obtido em 2007. Em dez anos, os investimentos somaram R$ 58 milhões, incluindo ainda as bolsas RHAE do CNPq.

O Cietec é custeado por recursos próprios que se somam aos recursos do SEBRAE-SP, especificamente para sua Incubadora, que em 2008 aportou R$ 820,6 mil. Em uma década de existência, o Sebrae-SP investiu mais de R$ 5,9 milhões. A contrapartida desse apoio é identificada nas empresas associadas, residentes ou não, que recolheram cerca de R$ 8,4 milhões em impostos em 2008, totalizando R$ 35,1 milhões no período entre 1998 e 2008.

Para cada R$ 1,00 investido pelo Sebrae-SP, em 2008, R$ 10,26 retornaram na forma de recolhimento de impostos por parte das empresas associadas ao Cietec. O valor restituído aos cofres públicos, desde sua implantação, é de R$ 5,95 reais para cada real aportado pelo Sebrae-SP. “Trabalhamos com a política do “ganha-ganha”, fazendo com que tanto as empresas quanto o governo e a sociedade saiam ganhando".

Outro dado que merece destaque é o resultado registrado pelas empresas tecnológicas graduadas na sua incubadora. Por exemplo, o faturamento de seis delas, em 2008, somou cerca de R$ 11 milhões, o equivalente a 26% do total das receitas das empresas associadas ao Cietec. Até hoje, estão no mercado 81 empresas graduadas pela Incubadora do Cietec.

A ação do Cietec possibilita a ampliação do índice de sobrevivência e competitividade das micro e pequenas empresas, oferecendo a esses empreendimentos, de base tecnológica, a excelência de sua infra-estrutura e dos recursos humanos que dele participam.

Nesse aspecto, no Cietec, o índice de sobrevivência das micro e pequenas empresas, de base tecnológica, é inversamente proporcional ao registrado pelas MPE’s dos demais segmentos, no país. De acordo com dados do Sebrae, 75% dessas empresas fecham as portas nos três primeiros anos. No Cietec, cerca de 70% dos empreendimentos continuam ativos após esse mesmo período.

Entre 1998 e 2001 a Financiadora de Estudos e Projetos - Finep, a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo e o Sebrae-SP, investiram R$ 1,21 milhão no Cietec para ampliação e adequação da infra-estrutura da Incubadora.

O Sebrae Nacional aportou R$ 288 mil, entre 1998 e 2003, para apoio ao desenvolvimento das empresas incubadas. A Finep investiu, entre 2005 e 2008, R$ 1,13 milhão também para apoio às empresas. Entre 2000 e 2004, para sua gestão, o Cietec foi contemplado com bolsas RHAE/CNPq num total de R$ 456 mil.

Entre 2005 e 2008, a Secretaria de Desenvolvimento de São Paulo investiu, no Cietec, R$ 2,43 milhões no projeto de implantação do Núcleo de Empresas e Empreendimentos Tecnológicos Inovadores.

De 1998 a 2008 as empresas associadas ao Cietec foram contempladas com recursos financeiros:

• do CNPq (R$8,8 milhões), na forma de bolsas RHAE Inovação;
• da Fapesp (R$ 19,5 milhões), por meio do Programa Pesquisa Inovativa na Pequena e Micro Empresa – PIPE, e
• da Finep (R$ 27,8 milhões), por intermédio dos Fundos Setoriais e Subvenção Econômica à Inovação.

Outro dado importante é o que se refere ao registro de marcas e patentes das empresas incubadas.

Em 2007, por exemplo, 07 empresas do Cietec obtiveram registro de patente, enquanto 14 protocolaram o pedido. No quesito registro de marcas, 14 empresas registraram suas marcas, enquanto 19 as protocolaram.

Nos dez anos de existência do Cietec, 28 empresas obtiveram o registro e 49 protocolaram o pedido de patente, enquanto 65 marcas foram registradas.

Ainda que, inicialmente, o foco de atuação das empresas instaladas no Cietec seja o mercado brasileiro, as soluções inovadoras desenvolvidas por elas têm despertado o interesse de diversas organizações no exterior. Desde 2002, início da venda de seus produtos para o mercado externo, as exportações totalizaram US$ 291 mil. Desses, US$ 96 mil foram faturados somente em 2008.

Ciente da importância das relações internacionais para troca de experiências, apresentação dos projetos brasileiros de inovação tecnológica no exterior, captação de recursos estrangeiros e facilidade na exportação dos produtos de suas empresas associadas, o Cietec oferece suporte de qualidade às empresas também nesta frente de atuação.

Em 2007, por exemplo, o Cietec recebeu 46 missões estrangeiras, representando 270 visitantes de 15 diferentes países, que o procuraram para conhecimento de suas ações, bem como dos produtos e tecnologias desenvolvidas nas empresas associadas.

Fatos Relevantes

No contexto de sua atuação, há alguns anos o Cietec ampliou sua área de atuação onde deixou de ser apenas uma incubadora de empresas, transformado-se numa instituição com atribuições de apoio também nas etapas de consolidação e fortalecimento dessas empresas e de seus negócios tecnológicos.

O Cietec, além de gerir duas Incubadoras de Empresas Tecnológicas, uma em São Paulo e outra em Mogia das Cruzes, administra, também, um Núcleo de Empresas e Empreendimentos Tecnológicos Inovadores, destinado principalmente a empresas graduadas da Incubadora.

Adicionalmente, o Cietec coordena, com o apoio da Finep e Sebrae-SP, a RAITEC, rede de incubadoras tecnológicas, hoje constituída pela: Agência de Desenvolvimento de Guarulhos (AGENDE), Incubadora da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz de Piracicaba, Incubadora Tecnológica de Empresas de Sorocaba (INTES), Incubadora da Associação Instituto de Tecnologia de Software de São Paulo (ITS), Incubadora de Empresas de Santos (IES), Incubadora de Empresas de São Bernardo do Campo (IESBEC), Incubadora de Empresas Barão de Mauá (IEBM), Innova - Incubadora de Santo André e Incubadora Tecnológica de Mogi das Cruzes que, juntas, abrigam 277 empresas.

O Cietec tem participado ativamente de grupos de trabalho com a finalidade de definir políticas de apoio à inovação e ao empreendedorismo no Estado de São Paulo, como a Lei Paulista de Inovação e a elaboração do projeto para seleção e credenciamento de parceiros para operação descentralizada do “Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas na Modalidade Subvenção à Micro e Pequenas Empresas – PAPPE SUBVENÇÃO”, aprovado e coordenado pela Fapesp.

Desde 2001, o Cietec participa, em parceria com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento, na implantação do Parque Tecnológico da Cidade de São Paulo - Zona Oeste. Nesse contexto, em 2007, o Cietec elaborou um estudo denominado “Identificação do Perfil das Atividades Científicas, Tecnológicas e Empresariais da Região Metropolitana de São Paulo”, como parte de um projeto coordenado pela Fapesp para a conceituação desse Parque Tecnológico.

Em dezembro de 2008, o Cietec foi escolhido para compor o grupo de 17 incubadoras, de todo o país, contempladas pela Finep no âmbito do Programa Primeira Empresa Inovadora - PRIME. Trata-se de um Programa que prevê a destinação de inéditos R$ 1,3 bilhão, nos próximos quatro anos, para apoio às micro e pequenas empresas de base tecnológica. Segundo a Finep, prestes a anunciar as normas de operação e edital, o PRIME promete ser um divisor de águas no movimento de empreendedorismo e inovação no Brasil. Nesse contexto, o Cietec investiu na criação de um hotsite que, além de conter informações sobre esse programa, traz ferramentas para a gestão dos produtos e resultados esperados pelas empresas participantes.

Relação Internacionais

Ainda que inicialmente o foco de atuação das empresas instaladas no Cietec seja o mercado brasileiro, as soluções inovadoras desenvolvidas por elas têm despertado o interesse de diversas organizações no exterior. Desde 2002, quando as incubadas iniciaram a venda de seus produtos para o mercado externo, as exportações realizadas totalizaram aproximadamente US$ 195 mil. Desses, US$ 56 mil foram faturados para companhias estrangeiras somente em 2007.

Ciente da importância das relações internacionais para troca de experiências, apresentação dos projetos brasileiros de inovação tecnológica no exterior, captação de recursos estrangeiros e facilidade na exportação dos produtos de suas incubadas, o Cietec oferece suporte de qualidade às empresas também nesta frente de atuação. Em 2007, o centro incubador recebeu 46 missões com o objetivo de demonstrar suas ações, bem como os produtos e as tecnologias das empresas brasileiras incubadas a cerca de 270 visitantes de 15 diferentes países.


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