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Pöyry e incubada Itatijuca desenvolvem processo de biolixiviação para setor de mineração no país

A Pöyry, empresa de consultoria e serviços de engenharia, desenvolveu, em parceria com a Itatijuca Biotech, o
processo de biolixiviação para ser usado no setor de mineração brasileiro. Segundo a empresa, a alternativa,
considerada mais sustentável ao processo normal de lixiviação de minérios e concentrados, ainda não é utilizada
no país.

“Trata-se de um processo com menor impacto ambiental, compacto e sustentável e de maior eficiência, que requer um prazo menor e permite inclusive aproveitar rejeitos anteriormente desperdiçados em função dos baixos teores, ampliando a produtividade e longevidade da operação de uma mina”, disse Marcelo Xavier, diretor de mineração e metalurgia da Pöyry. Segundo a empresa finlandesa, a metodologia de bioxiliviação foi desenvolvida pela Itatijuca Biotech, empresa de São Paulo (SP), que possui equipe de especialistas e consultores especializados em biotecnologia. A Itatijuca é responsável pela realização desde as provas de conceito até o acompanhamento da operação de biolixiviação.

“Para esse trabalho, a empresa conta com um laboratório em Araraquara, no interior paulista, onde é feita a identificação do melhor processo a ser adotado, bem como a tomada de dados in loco, para definição dos projetos piloto e de produção. A Pöyry, por sua vez, atua na parte de engenharia destes projetos, tanto na concepção quanto em futuras plantas industriais e piloto de bioxiliviação”, informou a Pöyry em comunicado à imprensa de ontem (7).
Segundo a companhia, cerca de 33 plantas em mais de dez países, como Canadá, Austrália e África do Sul, usam a
biotecnologia para tratamento e recuperação de minérios. No Brasil, as mineradoras adotam processos de mineração
tradicionais devido à predominância de minérios com altos teores de metal.

“Vários projetos de mineração em operação no mundo não seriam viáveis sem a utilização da biolixiviação”, afirma Rafael Vicente P. Ferreira, presidente da Itatijuca Biotech. Segundo ele, a tecnologia foi testada mundialmente e teve eficácia comprovada. Ele afirma que a Itatijuca domina o processo e tem a capacidade para implementar a tecnologia, ajudando as mineradoras a viabilizarem projetos e aumentarem a geração de valor nos processos atuais.
Além de tempo menor para operação, em média oito meses, em comparação com 12 meses de uma operação convencional, a mineração por meio de biotecnologia também se mostra economicamente atrativa, segundo a Poyry. “Nossas estimativas apontam para cerca de 30% a 50% mais eficiência, necessitando de seis vezes menos água e três vezes menos energia comparado a tecnologias convencionais,” disse Xavier.

A bioxiliviação é utilização de bactérias, inofensivas à saúde humana e ao meio ambiente, para o tratamento de minérios, principalmente ouro e cobre. “Estas bactérias se alimentam do enxofre existente no minério, promovendo o desencapsulamento do metal, separando o ferro e o enxofre do cobre e produzindo rejeito inerte. As bactérias podem ser usadas sem o uso de ácido sulfúrico para o processamento do minério. Elas próprias produzem o ácido necessário no processo”, afirmou a Pöyry. A biotecnologia também pode ser usada em minas em produção, com a adição de um módulo específico, como pilha ou reator.

“Temos um profundo conhecimento técnico em biotecnologia e a tecnologia vai ao encontro das necessidades atuais em função dos baixos preços das commodities”, afirma Ferreira, da Itatijuca. A biotecnologia, segundo ele, pode ser uma importante aliada para as mineradoras se adaptarem ao novo Código de Mineração brasileiro, atualmente em discussão no Congresso por conta da obrigatoriedade de as mineradoras terem um programa de tratamento de resíduos, e também ser um facilitador na obtenção de projetos de financiamento.

As informações são da assessoria de imprensa da Pöyry.

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